Durante minha trajetória profissional tenho verificado, entre os gestores públicos das diversas esferas, a seguinte frase: “Não tem Projetos”. Tal conclusão pode ser explicada e é muito fácil de se entender. Simplesmente não se tem projetos porque não se faz planejamento. No campo empresarial privado é comum receber projetos arquitetônicos para os diversos segmentos prontos, sem estarem sustentados por Estudos (Planejamento Econômico e Financeiro) de Viabilidade Econômica e Financeira, fato que leva na maioria das vezes à formulação de empreendimentos inviáveis ou com alguma necessidade de intervenção posterior, quase sempre provocando desgastes no âmbito geral da gestão.

Diante disso gostaria de afirmar que os empreendimentos devem surgir e estar sempre sustentados em bases econômicas e financeiras (Desenvolvimento de Estudos – Planejamento) e não apenas em bases físicas (Projetos Executivos).

Para entender melhor o significado da palavra projeto, ai vai a conceituação técnica: “Projeto é a Unidade Executiva do Planejamento”. Isto é, antecede ao Projeto a função básica de planejar, pesquisar, pensar. Resumindo, planejar significa vislumbrar, antever ou prever num determinado espaço de tempo o Futuro no Presente.

Confrontando tal definição com a realidade, tenho vivenciado um constante equívoco de abordagem ou utilização da terminologia tanto de Projeto quanto de Estudo de Viabilidade, seja no campo da gestão pública quanto da gestão empresarial privada.

Portanto é importante o empresariado ter uma clara distinção entre Projeto e Estudo de Viabilidade como forma de minimizar riscos empresariais, uma vez que apesar de estarem intrinsecamente vinculados, apresentam função de utilização ou aplicabilidade técnica difer entes.

Carlos H. Risco Bert – Diretor Executivo RN Consultoria